Vou pro Rio

Hoje eu ia escrever, como faço todas as sextas-feiras, o meu romance por capítulos. Mas tive que ir cobrar o meu salário, o que virou uma viagem, já que só consegui fazê-lo no terceiro caixa. No primeiro, tinha uma multidão. No segundo, estava até o prefeito Óscar Joe de los Santos na fila. Até pensei em pedir para ele que arrumem o nome da minha rua e da rua da esquina (os bestas botaram “Francisco Spínola” e “Emilio Frugone”). Já imaginou um cara querendo ser escritor num bairro que tem escritores nos nomes das ruas, mas errados? Mas não falei nada pro Óscar. Eu fui até o supermercado aquele grandão, onde enfim pude pegar a minha grana e, como prêmio especial, me encontrar com a minha segunda aluna, a Hellen, que já fez 21 anos e fez um curso de aeromoça. “Espero te encontrar num avião” foi o que falei para ela quando nos despedimos. E agora mais do que nunca quero que aconteça isso, porque o Rio de Janeiro foi eleito para sediar as Olimpíadas de 2016. Coisa que me fez sentir uma alegria imensa que, admito, me fez chorar.

Acerca de Fernández de Palleja

Treinta y Tres, de ahí vengo.
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